sexta-feira, abril 28, 2006

José Alfredo Torres Pereira

O Professor José Torres nasceu em Castro, Paraná, no dia 28 de Setembro de 1931. Casado há 52 anos com a Assistente Social Percília Cardoso, tem três filhos, netos e bisnetos. Formou-se em Teologia, Letras e Jornalismo. Trabalhou ainda como Jornaleiro, Radialista, Cantor, Escritor, Tradutor, Redator, e há mais de 25 anos dedica-se à “Arte de falar em público”, tema de um dos cursos de Oratória Sacra que ministra. Sobre este e outros assuntos, gentilmente cedeu entrevista à equipe do Pirituba em Foco.

Seus pais eram professores, e dos seus nove irmãos, quatro também foram professores. Sendo o caçula, até que ponto a família o influenciou a ter essa ligação forte com o magistério?
Eu entendo que primeiramente Deus deu dons a todos os seres humanos. Isto é pacífico, básico e fácil de aceitação e também de concordância. Deus, como a todos fez, a mim também deu o dom, porém a diferença em eu ter me dirigido primeiramente para a Teologia foi que eu senti pessoalmente o chamado de Deus para este trabalho.
Que características do “Homem" Jesus Cristo o Sr aponta como determinantes de um grande orador?
Primeiramente a sabedoria inigualável dele, mas nem por isso estamos proibidos de imitá-lo, no sentido de entender o que ele propôs e ainda propõe na sua palavra. Para mim isto é um assunto muito claro, muito certo. O conteúdo da mensagem ele, a procedência divina, o mais fica por conta de nossa imaginação, porque ao tempo em que Cristo pregava não havia os recursos tecnológicos que há hoje, que em muito ajudam o orador. Mas aprecio, além da sabedoria, a humildade de Jesus. Ele chegou a pedir mais de uma vez “não anunciem... fiquem quietos... guardem isso para vocês”. Então ele tinha esse cuidado de ser modesto autenticamente. Mas o povo não resistia e fazia exatamente o contrário. De modo que em Jesus eu vejo o orador perfeito, não é possível encontrar nenhum defeito. Não temos nada gravado dele, não temos nada nem da sua fisionomia, seu tipo, mas entendemos que ele era homem como nós, sujeito às mesmas pressões da sociedade, como de fato foi, criticado e lisonjeado, tudo aconteceu com ele como acontece com qualquer homem de qualquer tempo em qualquer lugar no mundo, só que ele não se alterou em circunstância alguma. Manteve-se discreto, humilde, franco e sincero.
No Brasil a expectativa de vida é de 69 anos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Estando perto de completar 75 anos de vida trabalhando ativamente, o Sr diria que a leitura é fundamental para manter a mente lúcida?
Entendo que sim, e essa minha experiência não é única. Eu sempre li. Já li mais no passado. Aproveitei a oportunidade que tive para ler. Agora, é claro, você tem que saber aquilo que você lê, tem que escolher previamente uma leitura que lhe faça bem, que lhe agrade, mas que edifique, que ilustre, que aumente o seu cabedal de conhecimento e o faça ter um repertório de vocabulário extraordinário, e isso só vem através da leitura. Faço uma referência ligeira a um tempo em que Deus me deu esta oportunidade, de ler mais do que nunca. Eu morava no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, tomava o bonde às 5h da manhã, ia até a Praça XV, apanhava a Barca do “Zé Carreteiro”, que naquele tempo levava 45 minutos para atravessar a Baía de Guanabara. Chegando em Niterói eu tomava o ônibus elétrico para ir até a Praia de Icaraí, onde ficavam os escritórios da Voz da Profecia, e isso durou três anos. Foi o tempo que eu mais li na minha vida, porque eu lia no bonde, na barca, no elétrico, ida e volta. Eram aproximadamente de quatro e meia a cinco horas por dia de leitura. Eu li coleções inteiras e não me cansei. Acho que isso valeu muito. Deu-me um repertório relativamente grande. Não vou ser presunçoso, dizer que tenho repertório maior que o de fulano ou beltrano. Não é isso. Eu não faço comparação com nenhum pregador, com absolutamente ninguém. Eu dou graças a Deus por ter tido a oportunidade de ler. E ultimamente eu estava lendo oito livros por mês, mas agora estou lendo pouco, apenas quatro livros por mês. Eu vou ver se consigo mais tempo... Conseguir mais tempo não, e sim utilizar melhor o tempo e dividi-lo com maior sabedoria dedicando mais tempo para a leitura, porque ela verdadeiramente é imprescindível para quem fala em público ou para quem precisa fazer a comunicação interpessoal, seja vendedor, seja recepcionista, seja qual for a profissão é preciso muita leitura.
O Sr está muito acima da média, pois em pesquisa recente o Ministério da Cultura divulga que um Francês lê em média oito livros por ano, e o europeu em geral lê em média quinze livros por ano. Ler quatro livros ao mês é estar muito acima da média no Brasil, onde as pessoas lêem apenas dois livros por ano...
Estou sabendo agora, e agradeço essa informação. O que também significa que o meu entrevistador lê.
Um pouquinho...
(Risos)
Percebe-se que no púlpito o Sr freqüentemente utiliza recursos adicionais como a movimentação, gesticulação, sempre usando bastante as mãos, e com isso demonstra muita vivacidade. Além da leitura, existe alguma regra para manter toda essa vivacidade?
Existem fatores que contribuem para a expressividade manifesta pelo orador, que faz exercícios e tem uma alimentação saudável. Não insisto que todos sejam vegetarianos, isso é uma questão de foro intimo e pessoal. Nunca forcei ninguém, nem minha esposa, e convivemos bem porque eu respeito o cardápio que ela tem para si mesma, e o cardápio que eu tenho para mim. Então repouso, exercício e leitura são três elementos extraordinários. O mais são experiências que tive no ministério durante 36 anos, a convivência com cariocas, com paulistas, enfim com toda sorte de migrantes brasileiros que vieram de todos os estados do Brasil, e eu mesmo já estive em quinze estados do país, e ali convivi com relativa facilidade usando quase toda linguagem regional.
O Brasil atravessa um dos períodos políticos mais críticos da história. Temos “grandes” oradores nos plenários, defendendo idéias, discursando com eloqüência, mas na prática suas atitudes caminham na direção oposta, enganando assim muitas pessoas. Isso pode ser considerado um desserviço à comunicação?
Acertadamente eu chamaria isso de retórica. A retórica não significa a comunicação eficaz. Ela pode ser feita, como meu entrevistador disse, por pessoas hábeis em manipular o sentido das orações, das frases que dizem, as frases de efeito e os gestos também. Com isso eles comunicam bem, mas não são autênticos. Você não sente genuinidade neles, não sente, não vê e não ouve que eles tenham realmente a intenção de ser autênticos, como eu referia há pouco numa pergunta anterior, a Jesus Cristo. Ninguém falou como Jesus. Porquê? Porque ele foi autêntico. Ele não enganou a ninguém. Ele não usou de artifícios, não usou de nenhum contributo externo que viesse, e nem havia mídia naquele tempo, e nem maneira alguma de ter essa ajuda que poderíamos ilustrar como “muletas” do orador. Eu não contra a tecnologia, acho que ela é extraordinariamente benéfica se usada com sinceridade de propósito e com o objetivo de reforçar a palavra. Eu acredito em tudo que foi inventado e ainda vai ser, mas nada, nada, nada substituirá a palavra. Então a palavra tem que ser autêntica, sincera, verdadeira e convincente. Se não levar esse entusiasmo do orador que acredita naquilo que fala e só fala daquilo em que crê, ah meu amigo... A oratória é apenas uma retórica, só fantasia, só ilusão.
Um de seus irmãos foi General do Exército durante a chamada ditadura. Que leitura o Sr faz dos 21 anos de Regime Militar no Brasil?
Por convicção sou apolítico. Meu pai era muito político, minha mãe não. Eu puxei mais minha mãe, mais prudente, mais cuidadosa. Ela não emitia opinião aleatoriamente. Ela preferia dizer: “olha, com esse assunto eu não me envolvo”, para não haver comprometimentos nem ferir suscetibilidades alheias. Então você pode ser desagradável para uns e agradável para outros, mas você não sabe de que lado os outros estão. Se você toma uma posição radical, ou você se torna amicíssimo daquele cujo pronunciamento você fez combina com o dele e se torna inimigo do outro que justamente pensa diferente de você. Então eu crio a seguinte filosofia e pratico: “Eu quero primeiro fazer como Jesus fazia”, quando alguém fazia uma pergunta para Jesus ele dizia: “E você, o que pensa a respeito?”.
O método Socrático...
Sim. Até para os discípulos Jesus disse: “Quem vocês acham que eu sou?” Ou “Quem vocês dizem que eu sou?”. Ele primeiro ouviu o que eles disseram. “Ah, o povo ai diz o seguinte, o Sr é um mestre, o Sr é isso, é aquilo, etc.” Depois Jesus disse: “Eu sou Aquele que veio do céu para fazer a parte que o Pai me designou, pegar as Boas novas...” Então eu não emito opiniões assim com cores políticas. Isso não quer dizer que eu seja um cidadão que não cumpra as suas obrigações, pois a despeito de já estar livre de votar, eu ainda voto. Agora, quando me perguntam: “Pastor, em quem o Sr vai votar?”, a minha resposta é uma só sempre: “O voto é secreto”.
Confúcio disse que “A ignorância é a noite da mente, mas uma noite sem lua nem estrelas”. Suas aulas possibilitam uma mudança nesse quadro. Nesses mais de 25 anos de cursos e treinamentos o Sr deve ter presenciado o “amanhecer” de muitas mentes. Há alguma experiência especial que queira relatar?
Certamente. Maravilhosas experiências tem havido, graças a Deus. Eu digo sempre louvando ao Senhor aquilo que digo a respeito das conseqüências do curso, os resultados práticos e duradouros. Duas experiências eu vou citar rapidamente. A primeira de um marceneiro que nunca tinha ido a uma Igreja Adventista. A esposa dele era Adventista, mas ele nunca atendeu um convite que ela fez durante anos. Na Vila das Belezas, São Paulo, houve um curso e a esposa o convidou, não sei de que maneira, talvez muito mais inspirada por Deus do que com palavras próprias, e ele foi, assistiu a aula e ficou encantado com aquilo que Deus através de mim passou para ele, porque quem nos faz sobressair é Deus, não adianta, você sozinho sem Deus não faz nada, e se fizer só faz o que não tem valor. Pois bem, Armando Haemel, de descendência alemã, nunca mais saiu da Igreja Adventista desde aquele primeiro dia de aula. Assistiu ao curso, inscreveu-se para discursar, discursou, os colegas fizeram sua avaliação paralela e eu dei minha opinião também. Hoje, após mais de 15 anos, ele é um pregador itinerante, convidado no Rio de Janeiro, no interior de São Paulo e na capital, para semanas de oração, lar e família, etc. Um pregador de mão cheia! A segunda experiência é sobre o Geraldo Ruas, um pintor não Adventista. Ele passava em frente à Igreja Adventista de São Caetano do Sul, onde eu estava dando um treinamento e ele perguntou ao diácono: “O que está acontecendo ai nessa igreja?”. E o diácono respondeu: “É um curso de oratória”. E ele disse: “Mas pode entrar qualquer um?”. E o diácono disse: “Pode entrar, você não é qualquer um, é uma pessoa que Deus mandou aqui”. O diácono já estava inspirado por Deus para fazê-lo sentir-se à vontade. E ele entrou. Depois desse curso em São Caetano do Sul ele assistiu mais cinco. O Geraldo hoje é um pregador de mão cheia, entusiástico, animadíssimo, e prega a palavra de Deus. Também está com a agenda cheia, tem pregado por várias igrejas, e se vocês ainda não o descobriram aqui em Pirituba, olha, vale a pena pensar nisso, convidar o Geraldo Ruas e o Armando Haemel.
Suas palestras e cursos possuem caráter altamente educacional. Mesmo sendo apolítico, caso recebesse em caráter emergencial, a pasta do Ministério da Educação, quais seriam suas primeiras medidas para melhorar a educação no país?
Não aspiro a isto, mas é uma hipótese. Há entrevistados que não gostam de falar sobre hipóteses, mas eu não tenho medo. Se eu tenho convicções eu as declaro a qualquer momento, em qualquer lugar, e seja a quem for. Claro que nós sabemos perfeitamente bem que o processo educativo depende de várias coisas, vários fatores, e seria ocioso enumerá-los. Mas eu creio que o fundamento ainda é aquele sistema de a escola começar em casa. Os pais como educadores e os filhos como educandos. Agora, nem todos terão as condições que essa função requer, mas o cristão não tem desculpas. Ele tem a palavra de Deus que orienta. Só o livro de Provérbios é uma riqueza fabulosa para você encontrar métodos educativos. Quando fala por exemplo: “Disciplina o teu filho, porque Deus também disciplina a quem ama” [Prov. 3:12], alguns entendem que é para “descer o porrete”, e não é isso. A disciplina tem muitas maneiras de ser feita, mas não pode deixar de ser feita. A criança no lar e na escola tem que saber os seus limites, e os pais às vezes não têm essa disposição, boa vontade e sabedoria para dar tempo às crianças e educá-las com disciplina. Disciplina não significa tapa, bofetada, colocar de joelhos sobre o milho, botar chapéu de burro na cabeça, não é nada disso. É ter tempo para conversar com os filhos, dialogar. A minha esposa, que não é professora, mas é Assistente Social, tem uma técnica fantástica, eu a admiro e aprovo, e quando posso faço o mesmo que ela faz. Ela via os filhos, netos, e hoje bisnetos, vez por outra discutindo, falando alto, e chegava de mansinho dizendo: “Escuta, vocês não sabem conversar? Porque não conversam? Dialoguem!” Acho que esse é um método que os pais deveriam empregar, mas geralmente os pais são os primeiros a errar. Não estou generalizando, mas dos casos que eu conheço de filhos mal educados, os pais também são mal educados. Eles gritam com os filhos, e batem neles. Eu conheci um que batia com tala, com um chicote de couro cru. Isto é uma judiação, isso é violência, não se faz isso. De sorte que este é um assunto complexo, delicadíssimo. Eu não sou o dono da verdade, mas eu teria algumas sugestões a fazer, de modo que quando o Ministério me perguntar eu vou dizer as sugestões...(risos).
Onde e quando foi realizada sua primeira pregação pública?
Foi no dia 25 de Novembro de 1950, na mesma igreja onde me batizei, a igreja do então “Colégio Adventista Brasileiro – CAB”, que depois passou a se chamar “Instituto Adventista de Ensino – IAE” e hoje é a “Universidade Adventista São Paulo – UNASP”. Ali fui convidado para falar aos jovens no culto que se chamava “Liga MV” (Missionários Voluntários), hoje culto JA (Jovens Adventistas). Eu fiz a apresentação do tema “O deserto”. Nunca vi um assunto tão árido...
(Risos)...
E foi uma pregação “prova de fogo”, tão quente quanto o sol do Saara. Suei, tremi, foi a primeira vez, a estréia. Eu me senti realmente como eu vejo vários outros que nos cursos passam, e sofrendo a avaliação tem essa característica. Mas parabenizo a todos porque como eu perseverei, e me esmerei, e orei, e li, e trabalhei, e pesquisei, e escrevi, e apresentei, acabei sendo um orador aceitável.
Em qual projeto está envolvido no momento?
Na verdade eu sinto que Deus tem usado esse servo dele humilde e parcimoniosamente, não rico em bens materiais, pelo contrário, ainda aposentado, mas não me queixo, não tenho ressentimento algum, procuro fazer o meu melhor. O que tenho são várias obras que escrevi e foram patrocinadas no Rio de Janeiro por aquele que foi rebatizado quando eu era Pastor na Igreja de Botafogo em 1958, Dr Milton Soldani Afonso. De sorte que eu tive apoio naquela altura e consegui editar vários livros, que eu gostaria de hoje ver reeditados. Mas está faltando a parceria. O Dr Milton está fora da Golden Cross, está muito idoso, e eu não me sinto à vontade como naquele tempo sentia, de pedir as coisas a ele. Então eu tenho que pedir a Deus que me providencie quem, de algum modo, me ajude a reeditar as obras escritas e esgotadas, e que me ajude em outros projetos de gravações como mensagens aos aflitos, aos angustiados, aos tristes e enlutados, tudo isso eu tenho pronto. O primeiro folheto “Ele é a saída” não foi aceito por uma Editora muito conhecida, não sei os motivos, nem procurei saber, nem vou atrás. Todavia, tempos depois, alguém desta mesma editora publicou um folheto praticamente igual...
Mas isso é plágio!
Não vou dizer plágio, mas uma “inspiração”. Foi inspirado naquele folheto inicial. Esse folheto original eu gostaria de publicar. E outras coisas mais como programas de rádio. Trabalhei em muitas emissoras do Rio e de São Paulo, no interior, no Rio Grande do Sul, Santos, enfim, lembrar todas seria enumerar demais. Mas Deus foi quem deu essa oportunidade, Deus abençoou. Fiquei em Goiás 18 meses na Executiva FM, uma emissora de elite. Todavia hoje não tenho condição de senão continuar pedindo a Deus, e Ele sabe o tempo certo para cada coisa. Então é isso, projetos nós temos, não temos é condição de viabilizá-los, precisamos de apoio. “Deus proverá”, eu acredito muito nessa frase “Jeová Jiré”.
Sua linguagem é clássica e ao mesmo tempo tem grande infiltração entre os jovens, que são os futuros oradores da igreja, uma base sendo formada hoje. Que mensagem o Sr deixa aos jovens de Pirituba?
Eu não poderia esquecer da palavra de Deus, o que está escrito para os jovens “Lembra-te do Senhor teu Deus na tua mocidade. Para que quando vierem os dias do encanecimento...” [Ecl. 12:1] a cabeça ficar branca ou calva, você não tenha que chorar, que lamentar a perda da sua força da juventude. O meu apelo à juventude é “Não briguem com os idosos. O idoso tem a experiência que o jovem não tem, mas o idoso não tem a energia de que dispõe o jovem. Associem-se, liguem-se, unam-se e trabalhem juntos. O idoso entra com a experiência, e o jovem com a força física e mental. É uma conjugação de esforços que será abençoada por Deus e vitoriosa”, é o que eu penso.
Agradecemos sua pronta disposição em atender-nos nesta singela entrevista.
Pois não. Foi muito simpático de sua parte me fazer o convite. É uma satisfação falar sobre aquilo que Deus faz através de nós. Não falamos de nós mesmos, mas do que Deus fez, por nós, e através de nós. Tenho um pensamento assim: “Aquilo que você fizer, não foi você que fez. Foi Jesus que fez através de você, e lhe deu o crédito”.
José Torres / Tel. 5510-1676 / Fax. 5513-8310 / jalfredotorres@terra.com.br
Coordenação: Amauri Barros
Texto: Leonardo Francisco Junior
Áudio: Paulo Raulino